A mensagem atemporal do Pequeno Principe

A mensagem atemporal do Pequeno Principe

Essa última quinta (dia 20) chegou aos cinemas mais uma adaptação do livro “O Pequeno Principe” e já no trailer Angela se mostrou muito interessada pela história, o filme trás mensagens atuais mesmo com 70 anos de lançamento! Clique e veja a resenha do que nós entendemos! 

Aproveitamos uma brecha na agenda e na sexta a tarde fizemos um programa mãe e filha (nós amamos!). Pegamos uma sessão no CineRoxy  e com a sala tranquila e pipoca que não pode faltar, fomos assistir essa linda adaptação.

Mesmo sendo um longa infantil me acertou em cheio! As mensagem são claras e diretas como o valor da amizade, a diferença do “ser” e “ter”, a infância preservada. Somos pessoas melhores quando nutrimos relações baseadas no carinho, quando encaramos a vida de maneira lúdica ( eu acredito muito!). Não podemos criar crianças sem fantasia, sem amigos e baseado em regras extremas e super organizados.

O filme conta a história de uma garotinha que fica amiga do Aviador – agora um velhinho que mora na casa ao lado da dela. Ela precisa estudar muito durante as férias para entrar na escola que a mãe quer. Confesso que a cena da entrevista na escola me tocou muito! As vezes focamos tanto no que achamos que é melhor para os nossos filhos que ficamos “cegos” sem olhar ao redor.

download (2)

images

Mas o Aviador está em busca de um amigo e conta para ela todas as histórias que ouviu do Pequeno Príncipe. Aos poucos, a garotinha percebe que a vida não pode ser tão séria quanto sua mãe prega. E que há algo de precioso na infância – a facilidade de se encantar com a essência das pessoas – que se deve carregar para sempre. “O problema não é crescer”, diz o Aviador. “É esquecer.”

Como toda criança, ela se encanta na história do Pequeno Príncipe e começa a perceber sentimentos e ações que antes, quando focada, passava em vão. Na minha opinião não dá nem para culpar a mãe sobre esse regime e organização toda que ela faz porque muito provavelmente veio dos pais e assim acabamos cultivando uma cultura de ensino as crianças baseada no que aprendemos. Hoje mais do que nunca tento acrescentar ensinamentos e lições que para os meus pais não foram importantes, o que é natural já que cada pessoa é unica e vê a vida de uma forma.

LPP-3

Estamos sempre focados em objetivos profissionais, financeiros e mercadológicos e nos esquecemos de que a vida também é feita de imaginação e criatividade. Ser adulto nos “obriga” a pensar dessa forma mais se dá para levar a vida mais leve porque não ? Várias cenas do filme me emocionaram! O quanto erramos querendo acertar e o quanto é “essencial” acaba virando opcional!

Temos de nos preocupar com o que as crianças são hoje, e não com o que elas terão amanhã. Com a rapidez da vida moderna e os avanços tecnológicos, não olhamos mais para o outro, não nos vemos como irmãos.

“Ser adulto não é o problema, esquecer é que é”

A obra que inspirou a animação foi publicada originalmente em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele próprio era piloto, assim como o personagem de seu livro. Exupéry morreu apenas um ano depois de lançar o livro, numa missão francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Até hoje está nas listas dos mais vendidos anualmente. No Brasil, vende 300 mil exemplares por ano.

O filme é lindo demais, recomendo muito as famílias irem assistir, muito tocante! O Pequeno Príncipe está nos cinemas da região.

Sobre o Autor

Thais Oliveira Santos

Jornalista de profissão, sagitariana nata, otimista sempre.De todas as coisas que eu gosto, escrever está entre as 5 melhores. Ser mãe me mostrou uma pluralidade incrível e uma tolerância notável. De tudo que passei, não mudaria nada pra chegar até aqui.

Sem Comentários

Deixe uma resposta