Algumas verdades sobre o aleitamento materno e o aleitamento artificial.

Algumas verdades sobre o aleitamento materno e o aleitamento artificial.
 Hoje na coluna de nutrição, o assunto é verdades e mitos do leite na rotina da criança. Eu não tenho muita experiência no assunto leite porque minha dupla não é fã da bebida: mamaram em média 2 anos cada um e o leite aqui é usado mais na cozinha. A nutricionista Amanda Mendes Demigio trouxe informações de mitos e verdades sobre o tema.

O leite sempre esteve presente na nossa alimentação , afinal quando nascemos o primeiro alimento que recebemos é o colostro do leite materno.Ele passou a fazer parte do cardápio da população e foi incluído no café da manhã de todos os brasileiros. O leite é um alimento saboroso de secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzido pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos. Hoje , também , alguns sucos de certas plantas ou frutos são denominados leite: coco , soja , arroz e amêndoa.
Mas, com tantas opções no mercado, muitas mães acabam ficando confusas na hora de escolher o melhor e o mais indicado para o seu filho. Segundo a Organização Mundial de Saúde , o leite mais indicado para todos os bebês é o leite materno, por ser cheio de nutrientes , suprir necessidades de ferro , além de proteger contra infecções e alergias.
O Colostro, que é secretado no pós parto imediato até cerca de uma semana, possui cor amarelada e espessa, rico em proteínas, com menor teor de lactose e gorduras do que o leite maduro , rico em vitamina A, carotenóides, imunoglobolinas , que protege contra vírus e bactérias , pois possui fator bífido , responsável pelo crescimento da microbiota intestinal e pela presença de Lactobacillus bifidus.
Depois disso, o leite fica maduro, ganhando absolutamente em sua fórmula todos os nutientes necessários para o bom desenvolvimento dos bebês. Sua principal fonte de energia são as gorduras , principalmente triglicerídeos ( 98 % ) , carboidratos , sendo a lactose com 70 g por litro. O leite materno é recomendado até os 2 anos de idade e no mínimo 6 meses com complementação a partir desse período, quando necessário.
Mas, o que fazer quando a mãe não consegue amamentar e ainda por cima a criança começa a perder peso ? Deve ser muito difícil passar por esta situação , mas como também fui vítima disso durante duas gravidez , acredito que consigo ajudar nessa questão.
Deixo bem claro, que em hipótese alguma estou desestimulando a amamentação, pois já vimos o quanto o leite materno é importante e o quanto ele diminui problemas futuros , colaborando até na prevenção de doenças. Mas, deve ser desesperador para uma mãe ver uma criança com fome e perdendo muito peso , não sei se isso aconteceu com você leitora , mas comigo já e foi muito ruim , pois a impressão que eu tinha era que estava havendo algo errado comigo , ficava triste , deprimida , aquela criança chorando , colocava no peito, ela agoniada e muito , mas muito chorosa , passava algum tempo fazia constantes visitas ao pediatra e o mesmo dizia : vai tentando mãe ! tenta ! não desista , uma hora essa produção aumenta.
Passei a me sentir muito mal , pior foi quando comecei a perceber que o meu filho estava ficando magrinho , os ossinhos estavam aparecendo e ele não parava de chorar , mas chegou uma hora que fiz uma bela mamadeira , comprei o leite adequado na farmácia e aquele dia foi maravilhoso , ele tomou tudo , parou de chorar e dormiu bastante , ou seja realmente estava satisfeito e a mamãe também .
Bem, fui ao pediatra , daí veio a confirmação : mãe , seu filho perdeu quase 2 kg , vamos ter que suplementar , como já tinha iniciado esse processo , claro que também com um pouco de culpa , pois afinal, a mãe/nutricionista passando um problema desses, é bem confrontante. Mas, aprendi que muitas vezes existem necessidades que a ciência não pode explicar , e que eu não estava totamente certa em tudo , havia muito a aprender como mãe e profissional. Meu filho ficou bem e logo ganhou peso , na segunda gravidez , também não obtive o leite materno , só que fui mais esperta , minha filha não passou por tanto sofrimento como o meu filho , nem muito menos perdeu peso , só ganhou , como ocorre normalmente com toda criança que vem ao mundo , não é comum a perda do peso , a criança deve ganhar , pois está se desenvolvendo , crescendo e precisa de alimento para esse processo.
Se isso acontece com você , o primeiro passo é procurar o pediatra do seu filho e um profissional nutricionista para orientar a melhor forma de suplementação ou complementação , deixando bem claro que mesmo que você amamente pode ocorrer a perda de peso do bebê , e o próprio pediatra vai indicar a suplementação, principalmente após os 6 meses, quando muitas mães retornam ao mercado de trabalho.

Mitos e Verdades

  • Faz mal dar leite materno e fórmula ao mesmo tempo ?
Mito. Não há problema nenhum nesse caso , a criança não vai apresentar problemas de saúde , e isso é muito comum entre as mães que voltam ao trabalho depois da licença-maternidade.
  • Como ter certeza que o meu leite é suficiente e está alimentando o meu bebê , devo me orientar quanto a isso ?
 Verdade. Toda mãe deve sempre se certificar que o seu filho está bem alimentado, saciado , e com certeza um dos sinais são : sono , tranquilidade , alegria.
  • As visitas ao pediatra também ajudam a checar a questão do peso e de todo o desenvolvimento do bebê.
 Deve-se amamentar pelo menos 7 vezes por dia , se ele desejar mais do que isso , não veja como fome e sim vontade instintiva de sugar.
  • Como e quando posso complementar ?

Toda vez que houver necessidade , normalmente essa complementação ocorre quando o bebê completa 6 meses , daí acontece de toda mãe ter que escolher o melhor leite , e também inicia-se as preparações das papas salgadas , que podem ser grãos amassados com carboidratos e legumes , deixando claro que ele já se alimenta de papas doces , já que elas antecedem as salgadas.

 

  • Como vou conciliar amamentação com as fórmulas ?
Uma das horas mais difíceis para uma mãe e um bebê , certamente é o desmame, onde a criança deve largar o peito e com isso, crescer , adquirindo maturidade e estabelecendo domínio no meio em que vive.
A criança pode apresentar constipação dependendo da escolha , alergias e até mesmo intolerâncias , sendo que muitos pais ainda demoram para descobrir quando a criança tem alguns desses problemas , o exame para tal não costuma ser solicitado , somente em casos de sintomas.
A introdução das fórmulas infantis deve ser iniciada aos 6 meses e quando necessária , mães que voltam da licença e precisam complementar devido ao tempo que passam no trabalho devem escolher versões de boa marca , rico em ferro , proteínas e demais nutrientes.
OBSERVAÇÕES: bebês que não mamam no peito devem tomar água e sucos , principalmente nessa época do ano em que está muito quente , sendo fundamental a hidratação.
Não se esqueça que alguns leites infantis em pó ( leite de vaca ) , não são indicados nos primeiros anos de vida, para evitar constipação e alergias , sem contar a pouca disponibilidade do ferro e o risco de sobrecarga renal. Há ainda riscos de deficiências de zinco , cobre , vitamina A e ácido fólico.
O leite desnatado também é contra indicado para a criança, pois além de possuir densidade energética muito baixa, pode causar deficiências severas de gorduras essenciais e determinadas vitaminas.
Leites com achocolatados também devem ser evitados no primeiro ano de vida , devido a presença de fatores anti-nutricionais do chocolate , que comprometem a utilização da proteína e do cálcio do leite.
O leite de vaca que não é submetido a processamento térmico também é desaconselhável, na hora da escolha procure o seu pediatra e uma nutricionista para verificar a forma mais indicada para o seu filho .
Exemplo de cardápio para bebês de 6 meses:
café da manhã
leite materno + papa doce
Intervalo
Complementação
Almoço
Papa salgada +frango e cenoura+ mamadeira
Lanche
Papinha de banana + leite materno
Jantar
Papinha salgada + carne moída + chuchu
Ceia
Mamadeira
Amanda Mendes Demigio – CRN 20318
 Tel : (13)33246081 / (13)78082487

 

Sobre o Autor

Thais Oliveira Santos

Jornalista de profissão, sagitariana nata, otimista sempre.De todas as coisas que eu gosto, escrever está entre as 5 melhores. Ser mãe me mostrou uma pluralidade incrível e uma tolerância notável. De tudo que passei, não mudaria nada pra chegar até aqui.

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