Entenda o que é o Transtorno Opositor Desafiador

Entenda o que é o Transtorno Opositor Desafiador

Muito mais do aquela birra típica de crianças pequenas que não gostam de ser contrariados, agressividade e um comportamento desafiador ou o comportamento agressivo e contestador de algumas crianças e adolescentes,  pode denunciar algo para além de uma simples desobediência ou uma violência gratuita. Talvez seu filho tenha o Transtorno desafiador Opositivo, clica para conhecer a minha história e como lidamos com tudo isso.

Depois de muito refletir sobre o assunto, decidi que sim, era hora de partilhar com o mundo esse drama que vivemos em casa, o TOD apareceu por aqui depois de uma série de situações agressivas e inconvenientes na escola, é uma síndrome muito complicada de diagnosticar e principalmente medicar.

Angela sempre foi simpática, falante e muito contestadora. Toda ordem era contestada, conversada e com a carinha do gato do Shrek para que nos pegar de jeito. Primeiro filho requer muito dos pais, e você nunca sabe dizer quando sai da normalidade e entra em uma esfera clínica, são muitos pitacos, muitas falas prontas como ” isso é uma fase e vai passar” só que não passou, pelo contrario, lá pelos 5 se intensificou de uma forma que eu me vi presa e mergulhada em reclamações eternas, julgamentos e acusações, porque tudo sempre sobra pra mãe, seja ela a culpada ou não.

Após uma série de bateria, e clinicada em uma neuropediatra  onde de fato fui apresentada ao termo TOD, o transtorno desafiador opositivo é definido como um padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações da criança com adultos e figuras de autoridade, como pais, tios, avós e professores. Os sintomas negativos estão relacionados à raiva e a uma atitude agressiva e hostil. Comportamento argumentativo, provocação e desobediência, ficar facilmente irritadiço, temperamento forte e descontrole, colocação indevida de culpa nos outros sem assumir ou se esquivando de responsabilidades e por fim, sentimento vingativo. É importante que estes sintomas persistam por mais de seis meses para que possa se enquadrar ao Transtorno desafiador Opositivo.

Sim, meu mundo caiu e eu passei por um período de luto, o que hoje eu considero válido, já que a saúde dos meus filhos sempre foi muito boa! Estamos nesse processo de achar um tratamento ideal há 3 anos e até agora nada muito conclusivo. A minha real intenção desse post além de falar da síndrome que não é muito divulgada é relatar a visão de uma família que sofre junto com a criança. Desde a descoberta, ja tivemos ganhos significativos e também repetecos sem fim: métodos de reforço positivo, como utilização de elogios, estratégias de “economia de fichas” e uso de contratos de comportamento, podem auxiliar na organização de rotinas e na criação de limites essenciais para melhoria, adaptação e adequação social dessas crianças.

O aconselhamento e o treinamento de pais e professores acerca de como lidar com os sintomas de desafio e oposição em casa e no ambiente escolar são de extrema importância para o sucesso do tratamento. Essa orientação aos pais funciona como um mecanismo a fim de ensiná-los a desencorajar comportamentos desafiadores no filho e encorajar comportamentos adequados, ajudando na melhoria da relação pais-filhos e na diminuição dos sintomas do transtorno.

Já chorei muito pela parte social dela: são poucos amigos e bons amigos, por infelizmente a pré escola ter sido tão dura, cruel e por não termos profissionais sensíveis que pudessem tratar essa situação como além, já que durante  a formação acadêmica é diferente da prática cotidiana.

Para encerrar meu depoimento, todo dia é um dia e aprendo diariamente a função do ser mãe: não posso desistir de lutar pela melhoria de vida da minha filha, mesmo com as minhas falhas e cansaços, ela precisa de mim! Não julgue aquela família ou olhe determinando a sua sentença, não sobrecarregue aquela mãe e pai, que sim, faz de tudo sem descanso para que as condições sejam alteradas e principalmente, acolha a criança, por mais terrível e agressiva que seja porque o “lado ruim” acaba se contrapondo ao positivo e o ser humano tem uma dificuldade em aceitar que é uma condição genética além do que é controlado. A vida não é um conto de fadas, cabe a nós melhorar e enfrentar, por mais desgastantes que seja

Sobre o Autor

Thais Oliveira Santos

Jornalista de profissão, sagitariana nata, otimista sempre.De todas as coisas que eu gosto, escrever está entre as 5 melhores. Ser mãe me mostrou uma pluralidade incrível e uma tolerância notável. De tudo que passei, não mudaria nada pra chegar até aqui.

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